Projeto BALE : uma entrevista com Maria Lúcia Pessoa Sampaio


Você de Águas Vermelhas está convidado para uma BALE.


A cidade no interior de Minas receberá o projeto Bale – Biblioteca Ambulante e Literatura nas escolas. O projeto tem sido um sucesso incentivando a leitura e por isso conversamos com Maria Lúcia Pessoa Sampaio, docente do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), da UERN, responsável/proponente do Projeto BALE, e Presidenta da atual Diretoria da AINPGP - Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia – AINPGP :


Aletria: Como surgiu o projeto? E como funciona coordenar uma equipe tão grande e diversa? É possível incluir novos membros?


Maria Lúcia Pessoa Sampaio: O BALE surgiu do dever social de se fazer algo pela leitura, pois ao retornar do doutorado na minha cidade percebi que não havia políticas públicas voltadas para a leitura. Resolvi, junto a outra colega professora Renata Mascarenhas de outro Departamento (Letras) elaborar uma proposta para o Edital do Programa BNB de Cultura/2007, que aprovada se deu início as atividades do BALE – BIBLIOTECA AMBULANTE E LITERATURA NAS ESCOLAS, que se encontra hoje ma 5ª edição.

A equipe do projeto é rotativa, sendo composta, em média, por vinte e sete membros, entre professores e alunos de graduação de Pedagogia e de Letras, que a cada semestre os discentes procuram o projeto como voluntários por motivos diversos: formar repertório de leituras, fazer estágio, somar créditos para atividades práticas do curso, extravasar o lado artístico, vencer a timidez, realizar um trabalho social, além de pleitearem bolsas dos órgãos de fomento, dentre outros motivos.

A coordenação do projeto é dividida com uma coordenadora operacional e bolsista, as quais têm a função de mobilizar os demais colegas para os ensaios e para reuniões sistemáticas e atividades junto aos espaços escolares e não escolares, semanalmente e de forma alternada. Incluir novos membros é visto como algo natural ao projeto, dada a especificidade do projeto já mencionada.

Aletria: Qual é a agenda futura do Projeto e como uma cidade, escola ou instituição pode participar?

Maria Lúcia Pessoa Sampaio: Além da agenda normal do Projeto para esse ano estaremos no período de 23 a 30 de abril no Estado de Minas Gerais, na cidade de Águas Vermelhas, através da Bolsa FUNARTE de Circulação literária o BALE fará apresentações em escolas e espaços como PROJOVEM, PETI, dentre outros, conforme divulgado no blog: projetobaleuern.blogspot.com. As atividades são abertas ao público e gratuitas.

Aletria: Como é feita seleção das histórias que o projeto leva aos espetáculos? Quais são as “campeãs de audiência!”?

Maria Lúcia Pessoa Sampaio: Há encontros semanais de planejamento para o qual cada membro traz sugestão de uma história, que após lida, seleciona-se a que mais se adéqua ao tipo de público previsto para o encontro. Sobre as campeãs dessa edição foram o textos de Ana Maria Machado: “Só um minutinho, Fiz voar o meu chapéu, o casamento de D. Baratinha”. Mas, a cada edição o projeto tem foco diferenciado: na 1ª edição foram contos de fadas; na 2ª contos contemporâneos; 3ª contos da cultura popular; na 4ª, focalizam-se nos contos de autoras/mulheres e, na 5ª contos musicalizados.

Aletria: Em alguns lugares, existe resistência ao uso de leitura oral e contação de histórias em bibliotecas como incentivo a leitura. O grupo já enfrentou alguma resistência? E existe alguma história que ilustra como a leitura e a contação é uma grande forma de incentivar a leitura?

Maria Lúcia Pessoa Sampaio: Para a escuta das histórias não encontramos resistência, sendo que esta ocorre mais quando passamos ao reconto, principalmente, quando o público é de adolescentes ou adultos. As crianças participam do reconto com muita naturalidade. A contação de história se constitui melhor forma de aproximar o leitor da obra, que pode ser comprovada ao final de cada apresentação, na medida em que o livro da história contada se torna objeto de desejo dos participantes do BALE.

Aletria: Quais as maiores dificuldades que o projeto enfrenta?

Maria Lúcia Pessoa Sampaio: De captação de bolsas, dada a demanda de graduandos interessados.

Confira!!!

http://www.aletria.com.br/pagina.asp?click=121&area=10&secao=10&site=1&tp=12&id=2203




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